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I Still Haven't Found What I'm Looking For (U2)
I have climbed the highest mountains I have run through the fields Only to be with you
I have run I have crawled I have scaled these city walls Only to be with you
But I still haven't found What I'm looking for But I still haven't found What I'm looking for
I have kissed honey lips Felt the healing in her fingertips It burned like fire This burning desire
I have spoke with the tongue of angels I have held the hand of the devil It was warm in the night It was cold as a stone
I believe in the Kingdom Come Then all the colours will bleed into one But yes I'm still running
You broke the bonds and you loosed the chains You carried the cross And my shame You know I believe it
Escrito por Luis às 19h47
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Às Mãos De Marília
De cima destras penhas escabrosas, Que pouco a pouco as ondas têm minado, Da Lua co reflexo preteado Distingo de Marília as mãos formosas:
Ah! Que lindas que são, que melindrosas! Sinto-me louco, sinto-me encantado; Ah! Quando elas vos colhem lá no prado, Nem vó, lírios, brilhais, nem vós, oh rosas!
Deuses! Céus! Tudo o mais que tendes feito Vendo tão belas mãos, me dá desgosto; Nada, onde elas estão, nada é perfeito.
Oh quem pudera uni-las ao meu rosto! Quem pudera apertá-las no meu peito! Dar-lhe mil beijos, e expirar de gosto!
(Manuel Maria l´Hedoux Barbosa du Bocage)
Vendo tão bela poesia eu vejo como a escola quanto à literatura é inútil. Eles nunca me mostraram um poema como este, eles nos fazem ler tudo sobre a vida do cara, saber onde nasceu, em que época, de qual escola literária fez parte, mas a sua obra, sua bela obra, isso eles não mostram a fundo. Quem ler e falar que não é bom, então eu desafio a fazer coisa mais bela tendo por inspiração apenas as mãos da pessoa amada. Eu não conseguiria.
Escrito por Luis às 00h52
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Oceano
Os olhos daquele que me persegue fazem parecer a fuga mais densa do que um beijo teu.
Qual seria tão densidade se a tua língua não tocasse mais a minha e nossos lábios neste universo nunca mais se encontrassem?
Tal dor seria pecado se avaliada perante tamanho moralismo. Mas pecado é só aquilo que te faz triste.
Não sei parecer o que não sou. Sou o que sinto e não o que penso. Se amor, sou o mar o vento e a terra, também o fogo. Se dor, sou a pedra, o frio e a navalha.
Corto-me sem ressentimento, e sinto em minhas lágrimas o eterno pedido de teres comigo. Pedido este que nem a beleza das rosas poderiam negar-me, nem mesmo seus espinhos.
O que dizer da solidão que assola meus dias ao saber que o seu não reside mais ao lado do meu e que amanhã o teu beijo não terei mais? Vago sem razão...
Vivo em um olhar que na memória sempre ficará. De nossos momentos felizes, em que a poesia nascia no simples tocar de corações e as águas seguiam um rumo certo.
Nada pode ser dito daquele que perde e não desiste a não ser que tens o direito de persistir, de cair e levantar-se. Olhar sempre pra frente tendo a ilusão de que terras com teu nome existem neste oceano.
´´ ...mas hoje o Sol nasceu declarando fim a essas lágrimas... ``
Escrito por Luis às 15h29
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A algum tempo venho percebendo que o conteúdo do meu outro blog é muito diferenciado. Por vezes posto coisas que fiz, que penso, outras vezes meus textos, e também notícias interessantes que eu pego por aí. Acho então que vai ficando abarrotado demais de coisas muito diferentes, então, este blog será usado apenas para meus textos e outros textos interessantes que eu achar. Notícias e outras coisas ficam pro outro. Acho que assim fica até mais fácil de você, leitor, se organizar melhor em tudo aquilo que é lido, e claro, pra mim também. Começarei então com um texto que eu escrevi a bastante tempo, em 2003. Lembrando que, não digo que meus textos são bons, faço-os sem classe mas sem pudor, coloco-os por que representam coisas em mim. Se não gostar, peço então que não entre mais neste blog e que não deixe comentários fúteis pois eu os deletarei, não gaste seu tempo em bobagem. Mas se gostar, ficarei muito feliz em ler o que vem achando. Muito obrigado.
Esperança
Por baixo da pele pútrida e dentro da boca cuspida não há nada para ver.
Tanta dor bate neste coração já fraco de tanto em vão existir.
Como ser feliz se teu lado me foi tirado?
Não existe vida certa quanto menos errada, Mas tristeza maior não há.
Sentirás dor quando a espada sádica fura o peito e quebra estes ossos de areia, já tão destroçados por tanto amar nada?
Escrito por Luis às 13h50
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